domingo, 28 de março de 2010
Acessibilidade.
Só quem convive direto ou é deficiente, que anda com dificuldade ou com
auxílio de algum aparelho como cadeira de rodas, muletas, bengalas ou que não
enxerga ou que não ouve, conhece realmente a falta de acessibilidade nas
cidades brasileiras.
Não só a acessibilidade no que diz respeito a rampas, elevadores,
banheiros públicos largos, mas também à faixa tátil, sinais sonoros para
deficientes visuais e luminosos para deficientes deficientes auditivos.
Para quem está no grupo chamado de " normais ", isso tudo
passa desapercebido, muitas vezes é visto como bobagem, coisa sem importância,
mas para nós deficientes, significa a nossa liberdade, a nossa autonomia, o
nosso direito de ir e vir respeitado.
Em cada setor da sociedade responsável pela acessibilidade nas cidades,
deveria ser obrigatório o uso da opinião de um deficiente seja : físico,
auditivo, visual, porque na teoria é fácil planejar rampas, banheiros,
etc...mas quantas vezes o deficiente vai fazer uso do que foi projetado para
ele e tem dificuldade assim mesmo? É rampa que está íngreme demais, banheiro
que não tem espaço para o deficiente se mexer, pistas táteis que param em
frente a lugar nenhum ou em frente a um obstáculo como poste, telefone
público...
Os órgãos competentes da sociedade, precisam tomar cuidado com esse tipo
de erro, pois, não adianta fingirem que não existimos.
Existimos sim, somos cidadãos como qualquer um, temos os mesmos direitos
e deveres.
Então o mínimo que exigimos é RESPEITO.
Autoria: Isaleão.
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